Muitas vezes me pergunto se a crise numa empresa não e o próprio dono que provoca. Na região onde moro tem uma monte de empresas que não consigo entender como ainda estão funcionando. Vamos dar alguns exemplos : Tínhamos uma empresa de placas e outdoors que não tinha uma placa na frente do galpão indicando que a empresa.era.ali. A maior parte das fábricas não tem uma placa na frente para identificacao da mesma. Uma boa parte dos fornecedores que entre em contato demora tanto para dar uma resposta que desistimos do cara. Por que não diz logo de uma vez que não faz o que queremos? A maior parte dos funcionários eh tão mal treinada que nem sabe quais produtos são vendidos pela empresa onde trabalham Muitas empresas tem um número de telefona para questões comerciais e outro para dúvidas técnicas. Os dois são atendidos pela mesma secretadoa que não sabe nem de um nem de outro assunto, Tivemos um problema no portao eletrônico, e o técnico constatou um problema na fiação que chega até o portao. Como não ebda alçada da empresa, o sujeito só falou isso e foi embora. Ele deveria ter dado o contato de alguém que faz isso, ligado para a outra presa fazer o orçamento, e depois ter nos contatado para saber se faríamos todos os consertos. Mas nao, eles nos avisaram do problema e sumiram. Uma vez o dono da empresa vendeu o serviço de de pintura de tubos por nove reais a peça. Só a retirada da tinha velha custou vinte reais por peça Estes foram casos que bi "com estes olhos que a terra há de comer". E a raiz do problema está no descaso que o empresário tem com o cliente e com a própria empresa. É certo que o cliente nem sempre tem razão, mas mesmo assim ele deve ser atendido de alguma forma. Organização, procedimentos e delegação de tarefas são coisas que existem só dentro dos cursos de administração, e são totalmente ignorados no mundo real. Muitos empresários contratam projetistas e depois lhe dão tarefas de bendedorez, ou contratam vendedores que Gastam a maior parte do tempo calculando o custo da empresa ou eletricistas para fazer faxina. Não hente, eu não estou brincando, estas coisas acontecem o tempo todo. Quando as poucas empresas que seguem as regras básicas de qualquer negócios prosperam e ficam gigantes todos dizem que elas tiveram sorte Mas estas empresas sortidas na verdade fizeram apenas o demvr de casa, nada mais. É algo que toma algum tempo e recursos, mas economiza muito tempo e dinheiro a curto be médio prazo. Outra coisa que ninguém faz: uma reunião periódica.com a equipe, explicando o que se quer de cada um e ouvindo sugestões. Pode não parecer, mas ouvir seus funcionários pode ser muito lucrativo.
O RidiCompany (Ridiculous Company) surgiu para que você possa compartilhar com toda a internet o que acontece de mais ridículo na empresa onde você trabalha. Transforme o sofrimento em piada e divulgue a todos.
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segunda-feira, 21 de março de 2016
Empresas e crise.....
domingo, 11 de agosto de 2013
ventilador na pasta de dente
Peguei esta história do blog do Ênio Padilha (confira a versão dele aqui) , a qual reproduzo a parate principal:
Uma história contada em vários blogs e sites de administração, e também em vídeos e palestras, sempre tida como: "clássica e verdadeira" uma grande empresa multinacional (que fabricava, entre outras coisas, pasta de dentes) tinha, há 15 anos, um grande problema para ser resolvido: na esteira final de embalamento algumas caixinhas vinham vazias, sem o tubo de creme dental. Isso era um problema pois poderia causar dificuldades comerciais para a empresa.
O que fez a multinacional? Contratou dois engenheiros para resolver o problema. Os dois engenheiros trabalharam por três meses, consumindo oito milhões de reais e chegaram a uma solução "estupenda": um programa de computador, acoplado à esteira de aço com uma balança ultra sensível. Quando passava uma caixinha vazia o sistema acusava a diferença de peso, parava a máquina, travava tudo, um braço hidráulico vinha e tirava a caixa vazia.
Depois de dois, três meses de funcionamento perfeito, foram olhar os relatórios e descobriram que havia dois meses que o sistema estava desligado. Chamaram supervisor, gerente e chefe e ninguém sabia de nada. Chamaram os operários e alguém falou: "a gente desligou isso, porque dava um trabalho danado. Travava o tempo todo". Então, como é que está funcionando sem defeitos? "A gente resolveu do nosso jeito: fizemos uma vaquinha, juntamos oitenta reais e compramos um ventilador grande e colocamos na esteira. Quando passa uma caixinha vazia o vento carrega!"
Eu escuto esta história desde que estudava TEcnologia Mecânica, em 1995! Com uma e outra variação, ela continua incólume. Mas como o próprio Ênio mostra em seu blog, a história é FALSA!
Mas há ainda outras considerações que indicam a falsidade da história, vamos analisar alguns:
Primeiro: Se você acredita que uma empresa multinacional vai contratar dois engenheiros DE FORA, para resolver um problema interno, você nunca trabalhou numa empresa deste porte.
A impressão que se passa é que a empresa não tem NENHUM engenheiro internamente, quando na verdade as multinacionais têm CENTENAS de engenheiros, de várias especialidades, trabalhando como funcionários. Claro que as companhias recorrem à terceiros para resolver um ou outro problema, mas nunca a um profissional isolado como a histórinha conta. São feitos contratos com várias empresas de engenharia, onde é exigido segredo absoluto dos fornecedores, e quem apresenta a proposta com o melhor custo-benefício é que leva o contrato. Quase como uma licitação governamental.
Segundo: Se você acredita que seria permitido aos funcionários de uma grande multinacional "fazer uma vaquinha" e enfiar um ventilador na linha de produção sem nenhuma autorização prévia; sinto muito, você nunca trabalhou numa empresa deste porte.
Terceiro: Se você acha que uma empresa multinacional iria colocar um caríssimo sistema de controle, e ficar TRÊS MESES sem ver o que está acontecendo; meu caro, esta empresa nem chegaria a ser multinacional.
Quarto: NENHUMA das soluções apresentadas resolveu o problema verdadeiro da companhia, que não era embalar e despachar caixa vazia de pasta de dente, e sim PRODUZIR caixa vazia de pasta de dente. E haja caixa vazia para que a direção aprovasse um investimento de oito milhões de reais. Considerando que este investimento leve cinco anos para ser pago, são quase R$ 140.000,00 por mês que este sistema deve economizar. Vamos contar que cada caixinha custe para a empresa R$ 0,05. Então são mais de dois milhões e seicentas mil caixas por mês, ou sessenta e duas por minuto. Acho que nem um ventilador de R$ 500,00 ia conseguir fazer voar tanta caixa.
Num quadro de desperdício tão grande, onde você iria trabalhar? tirando as caixas vazias da esteira, ou impedir que houvesse caixa vazia?
Pois bem, acho que já deu, não? Eu simplesmente detesto estas histórias mal-acabadas de consultoria. A grane maioria destes palestrantes nunca pisou numa f´brica e fica arrotando um conhecimento que eles não têm.
Por que eles não vão fazer um estágio numa linha de produção, mas sem se identificar como palestrante, para aprender um pouco como as coisas funcionam no planeta terra.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Disney, propaganda de guerra e as empresas atuais.
A Disney sempre fez ótimos desenhos (ainda mais quando a praga do Politicamente Correto não existia), e dois em especial sempre me lembram das empresas em que trabalhei e todas as outras que meus colegas contam histórias sobre as mesmas.
O primeiro é do Urso Colimério, que sempre amei, desde criança e retrata como os dirigentes de empresas se comportam diante do mercado e de oportunidades de negócio:
Percebam que sempre que o Colimério consegue uma boa porção de peixes, ele abandona tudo para pegar outra leva supostamente maior, mas acaba ficando sem nenhuma das duas. No fim do desenho, ele continua com fome e "acuado" pelos caçadores.
Na vida empresarial é assim também, muitas companhias estão sempre correndo atrás do "Peixe Grande", a todo custo, e não percebem que são os "lambaris" que sustentam a empresa.
O desenho de baixo é ainda mais antigo, e faz parte da propaganda de Guerra americana, e mostra de maneira caricata como era morar na alemanha nazista.
O paralelo que quero mostrar é que muitos patrões querem que os funcionários trabalhem como o Donald em suas empresas. Em muitos lugares, não é tanto na parte braçal, mas na intelectual. Você tem que ter idéias e pensar no bem estar da empresa o tempo todo, fazer melhorias o tempo todo, produzir todo dia mais e mais. Mas o que o funcionário recebe em troca? um salario miserável e a grande "oportunidade" de trabalhar na empresa que o suga e dá nada ou quase nada em troca.
Se sua empresa também é assim, comenta aí.
O primeiro é do Urso Colimério, que sempre amei, desde criança e retrata como os dirigentes de empresas se comportam diante do mercado e de oportunidades de negócio:
Na vida empresarial é assim também, muitas companhias estão sempre correndo atrás do "Peixe Grande", a todo custo, e não percebem que são os "lambaris" que sustentam a empresa.
O desenho de baixo é ainda mais antigo, e faz parte da propaganda de Guerra americana, e mostra de maneira caricata como era morar na alemanha nazista.
O paralelo que quero mostrar é que muitos patrões querem que os funcionários trabalhem como o Donald em suas empresas. Em muitos lugares, não é tanto na parte braçal, mas na intelectual. Você tem que ter idéias e pensar no bem estar da empresa o tempo todo, fazer melhorias o tempo todo, produzir todo dia mais e mais. Mas o que o funcionário recebe em troca? um salario miserável e a grande "oportunidade" de trabalhar na empresa que o suga e dá nada ou quase nada em troca.
Se sua empresa também é assim, comenta aí.
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